Filho de peixe, peixinho é???
Opa, como estão galerinha? De leve na neve? Estão curtindo os textos? Eu realmente espero que sim. O texto de hoje é um pouco mais científico e "conceitual" (digamos assim), mas acho interessante analisarmos ele com cuidado, para podermos quebrar barreiras que foram construídas muito tempo atrás e fortalecer novas barreiras que estão por aí, no século XXI. Vamos lá?
Falaremos hoje sobre o determinismo neurogenético. Mas para começarmos nossa discussão, o que é determinismo? Vocês têm alguma noção?
Segundo o Info Escola, determinismo é o “princípio segundo o qual tudo no universo, até mesmo a vontade humana, está submetido a leis necessárias e imutáveis, de tal forma que o comportamento humano está totalmente predeterminado pela natureza, e segundo o Vocabulário de Filosofia, determinismo é “a teoria segundo a qual tudo está determinado, isto é, submetido a condições necessárias e suficientes, elas próprias também determinadas”. (nossa, que complicado esses conceitos né) mas resumindo e sintetizando, determinismo é quando a pessoa já está predestinada a ser ou fazer algo.
E Neurogenética? Já ouviram falar? Não é algo tão complicado quanto parece. Neurogenética, segundo o neurocientista Steven Rose é “identificar os genes que afetam o cérebro e o comportamento, atribuir-lhes poder causal ”, ou seja, o determinismo neurogenético, é quando alguma característica é determinada pelo gene, sendo assim, seus pais ou avós, ou bisavós, ou tataravós, tatata... haha
O determinismo neurogenético tem como base os GENES, e são eles que influenciam todas as ações feitas pelo homem. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que a pessoa é violenta e agressiva porque o cérebro daquela pessoa é violenta, ou que a pessoa mora na rua porque os genes dela são determinados já para isso...
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NADA HAVER GALERA!!!
Quem afirma isso são os deterministas. Eles vivem falando que o que não vem dos genes, é recorrente de algum problema quando criança (gravidez ou acidente), ou seja, quando um criminoso comete algum crime, a culpa é de algum problema biológico que ele tem ou teve, e não tem nada haver com a influência social e a vontade própria. Mas é isso mesmo pessoal???
É notável que para os deterministas e para as grandes autoridades (principalmente para o governo), é bem mais viável afirmar que tudo que ocorre é culpa da genética, pois assim, eles "lavam as mãos" de qualquer problema social, como por exemplo, a violência, a desigualdade social, corrupção e etc...
É fato que estamos em uma era de revolução e de estudo do cérebro, e isso vem despertando interesses em várias áreas por várias pessoas, e talvez seja por isso que muitas teorias vem sendo criadas e expostas a todo instante. Mas temos que tomar cuidado para não regredirmos e acabarmos caindo no preconceito. Afinal, temos que visar sempre a
ordem e progresso.
Então galerinha, o que acham disso? A influência social é maior, menor, diferente, igual ou contra a influência genética? E, há uma relação dos meios biológicos, sociais e pessoais? Deixo essas questões para serem refletidas por vocês, pois na minha opinião, a relação social e pessoal andam (quase) lado a lado, enquanto o meio biológico é um âmbito totalmente diferente.
Ou seja, aqueles velhos ditados populares: "pau que nasce torto, morto torto (e até a cinza é torta) e "filho de peixe, peixinho é", não devem ser ditos da boca para fora e afirmadas como uma verdade imutável, pois não é bem assim na realidade e na sociedade em que vivemos.
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Cê é loko cachorrera
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Referência: Rose S. A. (1997) perturbadora ascensão do determinismo neurogenético. Ciência Hoje, 21, 18-27.





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